Vi esta magnífica música no blog do Nuno Markl. Simplesmente genial.

Recentemente vi um post bastante interessante no PeopleWare, onde se disponha a dar a conhecer certos e determinados programas que nos permitiam ver televisão no computador, bastando para isso ter ligação a Internet. Esta ligação convém que seja um bocadinho rápida senão não se vê as coisas com muita fluidez.

Seja como for, estes respectivos programas são todos para Windows. E eu como utilizador Linux gostava imenso de ter esse serviço. Logo, comecei por dar uso ao Wine. Mesmo assim não conseguia ver pois o programa que eu tinha instalado tinha algumas dependências, ou seja, quando ia tentar ver o meu bonito futebol dava um erro. Fui pesquisar um bocadinho, e não é que deu resultado:

  • O programa que eu recomendo que usem é o TVAnts, é o mais usado para ver os jogos de futebol. Podem fazer o download aqui;

  • Quem não tem o Wine vai ter de o instalar. Eu fiz “sudo apt-get install wine“. Se o vosso sistema for Debian façam o mesmo;

  • Agora que temos o Wine instalado e o setup do TVAnts é chegada a altura de o instalar. Para isso basta ter um terminal aberto, ir para a pasta onde está o setup e escrever “wine TVAntsSetup.exe“.

  • Agora que temos o TVAnts instalado temos que o configurar. E vamos configura-lo tendo como intenção usar o Mplayer para ver os jogos em directo. Vamos ao menu do Wine e abrimos o TVAnts.

  • Agora vamos a “tools -> settings“. Escolhemos a tab “Broadcast“. No campo “Listen Port” vamos colocar a porta 1755 que é a porta que o Mplayer usa por default. E activamos o campo “Enable access from other computers”.

  • O que o TVAnts faz realmente é criar um servidor no nosso computador. Mediante os canais que vamos adicionando, ele vai criando vários endereços de streaming de vídeo que correm directamente na nossa máquina. Para os pudermos ver basta ter o Mplayer. Escusado será dizer para terem cuidado com o tráfego.

  • Agora vamos deslocar-nos ao site tugalive e escolher os jogos que queremos ver e que usem o programa TVAnts.

  • Uma vez decidido o jogo, carregamos com a tecla direita no endereço e copiamos o link. Voltando novamente ao TVAnts, vamos a tab “Channels“, carregamos no botão “add“, colamos o endereço no campo “URL” e fazemos “Ok“.

  • Se tudo estiver a correr bem vai dar um erro, mas não importa. O que importa mesmo é o endereço que está nesse erro que vai ser o usado como parâmetro para o Mplayer, ou seja, no terminal escrevemos “mplayer endereço“. No meu caso o endereço foi “http://localhost:1755/1.asf” onde o canal é “1.asf” mas podia ser outro, caso tivesse mais canais activos.

Espero que vos seja útil esta informação. Para mim foi. Caso tenham alguma dúvida é só comunicar aqui a minha pessoa.

P.S. Como deu para perceber este programa é mais virado para jogos de futebol, mas eu ontem estava a ver o canal Discovery com legendas em Chinês. Eram bonitas as legendas.

Pois é. Eu fui eu um dos felizes contemplados a trabalhar para o Pai Natal.

Eu sei que isto que eu estou para aqui a dizer não faz qualquer sentido, por isso é que eu recomendo a visualização do vídeo que se segue. É no mínimo hilariante. Desde já o meu bem haja à menina que o fez, que é amiga do zeto, mas que eu não faço a mínima ideia de quem ela é.

Oficina do Pai Natal

P.S. Eu gosto muito de fazer “Refactor”

Como prometido, aqui fica o trabalho realizado pelo Hélder Pereira e por mim sobre Linux-PAM.

Espero que gostem.

P.S. Entretanto vou dedicar mais uns 10 minutos da minha vida a tirar módulos desnecessários ao Kernel pois acho que é possível por aquilo 1 segundo mais rápido a carregar.

Com algum trabalho em mãos não tem sido possível andar por esse mundo fora da Internet a cheirar coisas. Seja como for hoje sinto uma enorme vontade de falar sobre Linux-PAM (um dos trabalhos que tenho andado a fazer para a UCE de CSSI).

O Linux-PAM é uma ferramenta de segurança que permite aos administradores de sistemas fazerem a gestão dos seus programas que efectuam logins na máquina. Os administradores devem ser os responsáveis pela gestão dos ficheiros de configuração, ficheiros estes que contêm um conjunto de regras. Estas regras são definidas da seguinte maneira:

 

  • Em primeiro lugar é indicado o tipo de operação (gestão de autenticações, gestão de contas, gestão de passwords, gestão de sessões);
  • Em segundo lugar um controlo (o módulo a carregar para esta operação pode ser opcional, necessário, entre outras coisas);
  • Por último temos o módulo a ser carregado e os seus parâmetros.

Convém referenciar que normalmente os ficheiros de configuração estão no directório /etc/pam.d, existindo um ficheiro por cada aplicação que faça uso das potencialidades do Linux-PAM (recomendo que vejam os ficheiros, só mesmo naquela de ver a sintaxe de uma maneira mais aprofundada). Estes ficheiros, para que se liguem a aplicação, têm que ter o mesmo nome da respectiva aplicação. Existe também a possibilidade de ser usado o ficheiro pam.conf que está em /etc. Neste caso teremos mais um campo por cada regra, que é o tipo. O tipo serve para indicar a aplicação que vai usar aquela regra.

De um modo geral temos uma aplicação que usa funções disponíveis pelas bibliotecas do Linux-PAM, temos um ficheiro de configuração e temos a biblioteca do Linux-PAM. A aplicação não tem ligação directa com o ficheiro de configuração, é a biblioteca que faz a ligação e vai carregar os módulos necessários para que tudo funcione correctamente.

E pronto é mais ou menos isto que eu ando a ver. Quando o trabalho estiver terminado eu coloco aqui, só mesmo naquela de por aqui coisas. Esse trabalho trará um exemplo prático, e está muito melhor explicado o modo de funcionamento do Linux-PAM.

P.S. Queria só dizer que ando uma pequena maluqueira com pintainhos. Se fosse possível comprava uns quantos só naquela de os ver a correr pela casa. Deve ser brutal. Mas fica aqui um vídeo que descobri no YouTube. E já agora boas festas.

Os System Logs são bastante importantes quando se trata de fazer a administração de um sistema.

Para mim o log “messages” é o dos mais importantes, pois guarda, por defeito, todos logins na nossa máquina, acessos remotos à mesma, e muitas outras coisas. Nos sistemas Unix, por default, os logs ficam guardados na directoria /var/log/.

Mas vamos começar. Vamos abrir o ficheiro syslog.conf que está na directoria /etc/. Analisando este ficheiro podemos ver onde e que tipo de ficheiros são guardados nos System Logs. Para verificar em tempo real a actualização do log faz-se “tail -f <ficheiro de log>” num terminal disponível.

Outra coisa muito importante quando se trata de administração de sistemas é a preservação dos logs. Uma pessoa que invada um sistema poderá limpar os logs, mas caso estes estejam a ser guardados numa máquina remota, o administrador poderá recuperá-los. O deamon responsável pelo registo dos logs é o syslog, caso este seja terminado não há logs para ninguém.

O que vou fazer de seguida vai ser feito em Ubuntu 7.10.

Para fazermos os registos de logs remotamente fazemos o seguinte:

  • Para começar vamos terminar o syslog, para isso fazemos “sudo /etc/init.d/sysklogd stop”; ou fazemos como eu gosto “sudo service sysklogd stop” mas para isso temos que instalar o comando service que não vem de origem, ou seja, “sudo apt-get install sysvconfig”;

  • Iniciamos agora o serviço syslogd com novos parametros “/sbin/syslogd -r -m 0″;

Neste momento a máquina que recebe os logs está configurada. Vamos agora configurar a máquina que envia os logs:

  • Na máquina que envia os logs editamos o ficheiro “/etc/syslog.conf” e configuramos o tipo de logs que queremos enviar para a máquina remota adicionando algumas linhas do tipo: “kern.* @IP_da_maquina_remota”

  • Neste caso mandamos os logs do kernel para a máquina remota.

  • Agora reiniciamos o syslog e temos tudo a funcionar.

E é isto que eu tinha para dizer.

Nota: o que o comando service faz é executar os scripts que estão no /etc/init.d e neste caso o sysklogd executa o deamon syslogd que está na directoria /sbin. Eu remocomendo cheirar esse script, pois eu gostei bastante.

Sem mais assunto me despeço com muita alegria.

Tenho que admitir que sou um utilizador compulsivo do apt-get e por vezes do aptitude, chego a passar tardes a instalar e a desinstalar programas. E numa dessas tardes descobri este “pequeno” programa. Ele funciona sobre os mesmos repositórios do apt-get, logo temos acesso aos mesmos programas que o apt-get. Mas na altura de instalação desses mesmos programas é que as coisas mudam uma vez que eles são são optimizados para a nossa máquina.

Neste caso como estou a usar Ubuntu bastou-me fazer um “sudo apt-get install apt-build”. A configuração começa automaticamente pedindo ao utilizador o nível de optimização, neste caso temos baixo, médio e alto. Depois escolhemos o tipo de sistema em que estamos a instalar o apt-build, como sou possuidor de um centrino o sistema que eu escolhi é o pentium-m.

E pronto estamos prontos a usar o apt-build. Basicamente, usa os mesmos parâmetros que o apt-get.

Temos, por exemplo:

  • apt-build update
  • apt-build install <programa a instalar>
  • apt-build world

Este último não existe no apt-get, mas é bastante interessante e faz uma optimização ao sistema todo.

E pronto, neste momento estou a optimizar o mplayer para a minha máquina.

PS: Já agora, enquanto escrevia este post, deu na televisão que já está disponível o mais recente jogo da Floribella. É isso meus amigos, ela mesmo. E agora que o natal está à porta, acho que não vou perder a oportunidade.